sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Quem sou eu
É a história da minha vida
E retrata quem sou eu
Talvez nada signifique
Mas quando eu estiver de partida
Da cidade, estado, ou da vida
Você entenderá o quando valeu
Mas será tarde demais
Será uma despedida!
Eu sou quem faz meu caminho
Eu própria faço o conceito
Se certa ou errada estou
Eu me trato com carinho
Em minha vida, é meu o preceito
E a vida é quem me deu molejo
Pode chamar de arrogância
De sozinha, ou ignorância
É simplesmente como sou
E é assim que me protejo
Sempre pensarão em mim
Independente de como for
Se for bom ou ruim
O que mais importa na vida
É não ser figurante
Pra quando chegar a partida
Redescobrir-se importante
E quando olhar pra trás
Ver que você foi feliz
Sorrir um sorriso cintilante
E soltar a expressão:
-Valeu tudo o que fiz!
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Você não veio
Na madrugada te esperei
Para poder me recolher em teu seio
Para me perder de meu anseio
Perder-me no teu encanto
Mas quase caí em prantos
Você não veio!
Em um jardim te esperei
Para lhe apresentar as flores perfumadas
Flora bela e aclamada
Ver o que as nuvens parecem
Até que o dia amanhece
Você não veio!
Em uma praia te esperei
Para mostrar o mar e seu mistério
Explicar porque o venero
Mostrar sua semelhança
Fazer um elo, aliança
Você não veio!
No destino te esperei
Para mostrar-te meu mundo
E após um desgosto profundo
Aos poucos me reconstruía
E quando encontrei a felicidade tardia
Você, tarde demais, veio!
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Pátria Amada

Ouviram no Ipiranga às margens plácidas
Um homem que por amor se matou
Ouviram no Ipiranga às margens plácidas
Um grito que a muito se calou
De amor e de esperança a terra desce
Pr'um buraco que a todos consome
E o gigante pela própria natureza
É o mesmo que a mata, é o homem!
Os filhos deste solo, mãe gentil
Se esqueceram que é a própria pátria amada
Ó mãe, de coração tão varonil
Perdoe essa cria tão ingrata
Ao som do mar, e a luz do céu profundo
Ouve-se a dor causada pelo homem
Salve Salve, mão gentil, terra adorada
Que acolhe essas crianças que se comem
Linda pátria de amores, de clareza
Teus risonhos, lindos campos não tem flores
O teu passado que esperava tal grandeza
No futuro, tons de cinza, sem mais cores
Mas se ergues tal justiça, clava forte
Outra pauta que a muita a abandonou
Tal passado realmente tinha glória
Mas no futuro houve a dor que lhe causou
Pátria amada, idolatrada, que hoje chora
Salve salve, sua lágrima tão digna
Aquele grito que por todos se calou
Vira silêncio que logo após um paradigma
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Te Levarei

Eu vou fazer o que puder pra te levar pra onde eu vou
Não me peça meus sonhos, conselhos ou declarações de amor
Eu vou dizer o que quiser, basta você ordenar
Em troca, só não brigue comigo, não me faça chorar
Se pudesse, te daria meu céu, minhas nuvens, as estrelas
E se não puder te levar comigo, te carrego nos meu olhos para onde for
Sou seu meio de condução espiritual, sua proteção, sua barreira
Se quer desfazer, destruir toda essa força, basta mostrar seu calor
Eu vou olhar onde puder para encontrar em outros lugares seu sorriso
Eu não peço muita coisa, não é dificil, só te quero como meu abrigo
Eu vou pedir o quanto puder para não me deixar no escuro
Eu sempre vou ser sua pequena, sua amiga, e seu porto seguro
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Você...
Quando você sorriu, sorri
Quando você mostrou, eu vi
Quando você pediu consenti!
Porque é que só sei te contemplar?
Porque eu me perco no seu olhar?
Eu sinto o seu cheiro quando esta por perto
Ja perdi a noção do errado e do certo
Sei que o futuro é meio incerto
Não quero viver um sentimento encoberto
porque será que eu só sei te enamorar?
Posso fazer tudo menos deixar de te olhar!
domingo, 19 de julho de 2009
você faria diferente?

Se você sente o chão sumir
Esperando o corpo cair
e seu coração acelera
Se você sente sua mão suar
Sua alma sair
E por um segundo desespera
Se por uma vez o limite te bloqueia
O medo te incendeia
E procura em algum lugar sua paz
Se tem vontade de chorar
Fugir de todos e gritar
Me diz o que é que você faz?
Foi tanto desejo, tanta saudade, tanta tristeza
Foi nostalgia, agonia, tanta palavra calada
Foi um nól na garganta, na minh'alma uma aspereza
Foi vontade de tanta coisa, que acabei não fazendo nada
Se você sente o chão sumir sua alma sair
Um pensamento insistente
Se visse meu corpo cair
Eu apenas chorei Você faria diferente?
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Poeta suicida
Ele escreveu seus versos
Mostrou suas criações
Suas dores descreveu
Rimou sentimentos perversos
Falou de suas ilusões
Mas ninguém leu
Ele recitou seu poema
Todos viram, sorriram
Apenas ajuda ele pediu
Chorou, gritou seu dilema
Muitos aplaudiram
Mas ninguém ouviu
Ele suplicou, implorou
Falou de seu jacobinismo
Da dor do seu coração
Ele chorou, soluçou
Jurou ser interventivo
Mas ninguém lhe estendeu a mão
Ele escreveu novamente
Arranhou palavras no seu rosto
Escreveu sobre os sonhos que o levaram
Adormeceu irreversivelmente
Falou de sua dor, seu desgosto
E tarde demais o escutaram
